sábado, 11 de fevereiro de 2012

Perdidos, indefinidos

Carinhos, falácias;
Palpitações descontroladas;
Beijos cronometrados;
Segundos mal interpretados;

Tua sombra vigente está a dançar comigo;
Algo irreal, tornou-se fatal;
Eu era apenas o seu amigo;

Entro no meu quarto, coração largado;
Pupilas dilatadas, lágrimas, em tua carta, debruçadas;
Escrito: "Amo teus beijos, abraços, tudo. Eu e você quem sabe pode ser."
Tua voz, ouço ecoar ao meu lado;
Olhares solitários, enlouquecidos;
Sentimentos, teus, perdidos, indefinidos;

Mas não demore a perceber;
Que, ainda, gosto muito de você;
Mando sinais para você;
Talvez me notar;