Sozinho, deparo-me trilhando as fibras do vermelho deserto. As ponderadas pulsações encaminham-me até a sombra de tua direção, delirando em tua imensidão. Não consigo enxegar-te, na rota do meu momento, se perdestes o equilibrio na aorta de meus sentimentos. Imagino-me acima das jovens nuvens de teu céu, esperando uma só sentença tua para ser salvo desta queda sem fim. Ainda lembro-me dos beijos franceses, a mim, concebidos, lacrando a escura porta de tua vergonha.
Nas incertezas do gélido raio azul, como posso deixa-la partir apenas com meus escritos em teus horizontes? Aquele céu avermelhado ilustra nossas lembranças, polarizando meus sentidos, aumentando, por ti, meu intrínseco amor. Será que estás sendo agraciada por meus sentimentos insaturados? Será que tu vês o mesmo paraíso estrelado que teu amante? Já não há mais diferença, são tantas vidas à responder. Há tantas falácias que, para ti, preciso decifrar. Há tantas razões que, de teu metálico sorriso, ainda venho a me recordar.
Sob o fogo ardente, na penugem da fênix, assistimos nosso riso, nos encontramos em nossa dor, compartilhamos de nossas lágrimas e, assim, reconheceste-me por inteiro. A oxidada ponte já pede para ir ao chão, a medida de meu olhos vermelhos já lhe é incoveniente. O salgado senador não mais participa do final, apenas, do começo, se vangloriou e nas maravilhas da inocencia, no pesar, ele reina. Olhes para meu ser, no cais da correnteza, estou abandonado, com os braços frios e vazios. Queria apenas, com minhas palavras molhadas, fazer-te voltar. Volte, num dia como hoje, no qual sentires tuas mãos frias, quando, quentes, meus lábios, estiver.
Ao supremo, peço apenas para que, no calor de teus braços, eu possa estar. Na doçura de teus beijos, consiga encontrar-me. Nos respiros de teu ser, recoponha-me e na felicidade desta união, volte a naturalizar-me.
Ao supremo, peço apenas para que, no calor de teus braços, eu possa estar. Na doçura de teus beijos, consiga encontrar-me. Nos respiros de teu ser, recoponha-me e na felicidade desta união, volte a naturalizar-me.
"O gosto do teu beijo ficou em minha boca e não sai..."
"Você é... chato, abusado..."