sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dualidade - De: Marília Souto

Caros fiéis leitores, hoje participa deste humilde local de discurssão, a jovem filósofa, Marília Souto. 
         A complexa dualidade em que vivo deixa-me um tão quanto estagnada. Seria uma faísca que aumentaria a velocidade dessa reação tão desequilibrada? Ou um simples gesto, seu ou meu, que mudaria esse final tão decisivo?

Autora: Marília

Ponto final...



"Por que você jogou os dados? Mostrou suas cartas?"

         Caro leitor, todos nós sabemos que a ordem natural de tudo que nasce é... Nascer, crescer, reproduzir e morrer. Com um relacionamento, não é diferente, mas, podemos mudar sempre o contexto do que estamos fazendo. O verdadeiro amor, quando se instala em nosso peito, move céus, montanhas, retira todos obstáculos para vivermos em harmonia com quem realmente amamos, só existindo fim para quem realmente quer. Mas o que vemos é totalmente contrário ao que o verdadeiro sentimento prega, ou tenta.
         Quando realmente amamos, nós nos doamos completamente, buscamos sempre estar harmonizados com o/a amado/a, não existindo qualquer outro problema na vida dos dois, tudo é superado quando realmente existe união na vida de um casal. Relacionamento não é uma roda gigante, que subimos e descemos e, de bônus, damos uns gritinhos para gerar pânico na brincadeira. Os sentimentos do/a parceiro/a são sagrados, especiais, não são para se jogar fora, não são para desperdiçar. Não existe classe social, família, religião, raça, ou até vestibular que possa separar um laço quando se está bem amarrado.
         Então, caro leitor, não jogue dados, não mostre cartas quando não há possibilidade de ganho para a unidade. Quando entramos em algo deste tipo, devemos entrar "de cabeça", devemos ter forças e lutar para que tudo seja perpetuado, independentemente dos problemas encontrados no caminho. Lembrem-se, quando conquistamos algo com o nosso suor, quando realmente nos doamos, sempre iremos valorizar. Quando realmente se ama, quanto mais se dá, mais se têm. Amem incondicionalmente, sem bloqueios, façam parte do futuro do/a amado/a. Amem como se não existisse o amanhã. 

"Amo-te como se não existisse o meu próximo respiro..."

Amor perpetuado!


O garoto amedrontado voltou. Sim, este que estava vagando a anos-luz de distancia voltou e tomou seu corpo de origem. Fui empurrado do meu próprio sonho com a força da hipocrisia, tendo promessas e sonhos jogados fora, totalmente esquecidos por quem tanto prezava. Senhora, esta, que me marcou de forma sublime, levou-me aos céus, mas esqueceu de trazer-me de volta, deixando-me alheio do meu próprio viver.
Meus olhos viram a glória da sagrada maravilha. Quando nossa face se encontrava, aqueles minutos, para mim, significavam mais do que qualquer coisa viva na terra. Não consigo acreditar se um dia chegastes a se importar conosco. Seu semblante leva-me a um encontro direto com a nostalgia, fracassos vão sendo expostos, meu coração encontra-se em luto, desnorteado, morto por sua própria escolha.
Bons tempos para mudanças vão surgindo, tudo já não passa de lembranças que estão indispostas a renascer e meu coração vai te renunciando com certo pesar. Outra donzela se instala em mim com grandes sentimentos. Encontro naqueles lindos olhos verdes uma chance de redenção consigo. Naqueles lábios carnudos e sutis, um caminho para continuar vivendo a grande felicidade da vida. Naquela grande mulher, o amor surge e meu coração, harmonizado, vai saindo de seu luto.
Meus braços, teus, já são. Mas não sei se pertenço a teu coração, deletando as infelicidades vividas por ti, deixando-me dividir a minha emoção contigo, tirando-te dessa tua ilusão. Desejo que nossas ideias marchem no tempo, com vírgulas, talvez, mas nunca com um ponto final.


 "Ficamos mais apaixonados,
E a força do amor anda ao nosso lado,
 Do nosso amor perpetuado..."