Francamente, a postura mantida;
Paga meu caminho mas dilui minha alma;
Insanidade, abandone-me... Suas lágrimas condenam minha falta;
Pinturas dissonantes ilustram o presente condensado;
Sentimentos decréptos, pulsos furtados;
Pormenores deste incrédulo século tocam minha nuca;
Estilhaços inocentes envergonham minha poesia;
Me movem depressa, tu me entendes;
O amargo vinho roubado guarda mentes doentes;
Medos tímidos traçam vidas dementes;
O pretérito não conjuga o futuro;
O presente desatina sob o suspiro;
Embrulhado no antigo jornal, a minha melodia adormece;
No nebuloso sono, chances padecem;
Impulsos secretados imprimem o caminho;
Descompassam os últimos versos;
Minha biologia se funde ao inconstante sacrifício;
Olhos invisíveis à cruz resistente;
Vida deslocada, não condizente ao meu ofício;