Nas vezes que sua feição me vem em mente, sinto, por mim, passar um raio gélido de tristeza. Não é um problema, mas é algo vívido, lembrando-me do presente no qual não posso deixar para trás. Quando me vejo ao espelho, ouço tua voz ecoando "a sabedoria de um tolo não te libertará" , mas, na verdade, é assim que as coisas devem ser, os planetas continuarão em sua órbitas e minha confusão continua a crescer.
Minhas lágrimas, nesta falácia, desperdiçam meu momento. Serei forte o suficiente para deixar-te ir, levando todos os fracassos e planos contigo. Vou me recompondo, já me sinto bem, e, hoje, tenho apenas algo a dizer "Porque não voltamos a ser como estavamos ontem?". Já não tenho certeza dessas colocações, só você tem a resposta, sendo, você, sendo banhada por máscaras de bronze. Eu admito, se eu não vir a machucar outro alguém, eu encontrarei o que estava a nossa espera.
Toda que vejo-te caindo, encontro-me ajoelhado e rezando, esperando seu ato final, você ditando as palavras nas quais não posso mais proferir.
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