Francamente, a postura mantida;
Paga meu caminho mas dilui minha alma;
Insanidade, abandone-me... Suas lágrimas condenam minha falta;
Pinturas dissonantes ilustram o presente condensado;
Sentimentos decréptos, pulsos furtados;
Pormenores deste incrédulo século tocam minha nuca;
Estilhaços inocentes envergonham minha poesia;
Me movem depressa, tu me entendes;
O amargo vinho roubado guarda mentes doentes;
Medos tímidos traçam vidas dementes;
O pretérito não conjuga o futuro;
O presente desatina sob o suspiro;
Embrulhado no antigo jornal, a minha melodia adormece;
No nebuloso sono, chances padecem;
Impulsos secretados imprimem o caminho;
Descompassam os últimos versos;
Minha biologia se funde ao inconstante sacrifício;
Olhos invisíveis à cruz resistente;
Vida deslocada, não condizente ao meu ofício;
O coração ou o amor nos controla? Bom, isto não sei, mas... vamos descobrir juntos?
quarta-feira, 25 de julho de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
O que faço com ela?
Aqui, em meu frágil peito, ela deitou;
Sua viscosa dívida, em foz, despejou;
Até que ela se levantou e disse:
"Estou faminta por diversão;
Vamos sair e pagar um anão."
O que faço com ela?
Segregado pela fagulha do desespero;
Morbidez de tuas emoções me despertaram;
Já queda livre, expulso da sagrada maravilha;
Os leões, já me passam em relento;
Vivo no imperfeito pretérito de meu travesseiro;
Respiros desconsolados, choros vendidos;
Teus males, destruiria com meu coração, sorrindo;
Mas, recusado, embrulhei-o no papel vagabundo;
Sim, aquele de palavras tripudiadas;
Doces lágrimas alcoolizadas embebiam arredios segundos de inverno;
Pegadas largadas, anos-luz de realidade;
Lábios deliciam-se na inverdade;
Falácias aprisionadas no teu medo;
O sonho se foi, mas o bebê é real;
Morbidez de tuas emoções me despertaram;
Já queda livre, expulso da sagrada maravilha;
Os leões, já me passam em relento;
Vivo no imperfeito pretérito de meu travesseiro;
Respiros desconsolados, choros vendidos;
Teus males, destruiria com meu coração, sorrindo;
Mas, recusado, embrulhei-o no papel vagabundo;
Sim, aquele de palavras tripudiadas;
Doces lágrimas alcoolizadas embebiam arredios segundos de inverno;
Pegadas largadas, anos-luz de realidade;
Lábios deliciam-se na inverdade;
Falácias aprisionadas no teu medo;
O sonho se foi, mas o bebê é real;
domingo, 18 de março de 2012
Elas farão nossos túmulos
Sobre a areia, sobre a baía
"Há um jeito rápido e fácil, querido", você dizia
Antes que você demonstre
Eu prefiro deixar claro:
Eu não sou a luz que pensas que eu sou
E o filho nativo da desolação?
Não, ele não sorrirá para ninguém
E as garotas providas?
Sim, elas farão nossos túmulos
Elas nos beijarão com seus poréns
Fim do ancoradouro, fim da quietação
Lágrimas secadas, coração selado
Mas aberto à tuas palavras de salvação
Não mais quero correr e roubar os cegos da velha estrada
Entrastes escondida em meu quarto
Vistes meu sorriso celibatário
Roubaste meus manchados desenhos
Sinto que não esperarás meu momento
Ela mescla um ser rude
E eu, pura delicadeza
Sobre a areia, sobre a baia
No nosso lugar, outro, ela volta a encontrar
Este pega e beija a sua mão
Um sorriso estupido volta a falar
Era o esperado
Não sou a luz que pensas que sou
sábado, 3 de março de 2012
Incansável..
Sobre as lágrimas regurgitadas de
tua razão, embebedo-me nos ensolarados dias que as centelhas de teu manto
pulsante tendem a apagar. Nos raios inertes à tua sombra, tracejo nos teus
sinceros erros, tua imagem, apática aos meus sentidos petrificados. As púrpuras
colinas de teu sorriso impressionam-me com seus choros celibatários. Cansado,
estou ao ver o show inacabado, mas com o fim imaginado, destinado ao meu coração
sufocado à desistência.
Não consigo ver-te diante da
névoa que está a pairar, mas tu sabes de onde veio, tu sabes conduzir-me por
entre as indecisões e sacrilégios. Diga-me apenas onde posso apoiar-me nesta
transpiração alada. Corto-me diante da resistência imposta por tuas fibras
perdidas, deixando-se levar na duvidosa vida passageira de um vestibular de
aventuras, esquecendo-me nas veredas dos Guimarães.
Sentado, estou a esperar teus
ditos ecoarem em meus ouvidos, mostrando-me tudo aquilo que, em consciência,
não posso dizer. Não consigo brecar estes avassaladores sentimentos por teu ser, mas queria apenas uma lágrima tua derramada, sufocando meu orgulho. Julgue minhas horas compartilhadas à tua alma, desbravando tua irresistivel inocência, não querendo-me entregar à aceitação do finito. Julgue este amor imerso em paixão explícito, embebido em carinho irrestrito, com sabor de infinito.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Instinto coronário
"Vivo dos respiros, teus, deixados aqui. Consumo-os enquanto, comigo, não estás."
Cruzando a linha do silêncio, desbravando a lucidez deste infinito horizonte, viajo na velocidade de tua pulsação, tentando encontrar-te no paradoxo quebrado neste silêncio inquieto de meu coração. Minhas energias resumem-se em apenas uma grandeza vigente, teu ser. Meus instintos coronários resumem-se na mais completa forma para se gostar inventada pelo grande soberano, o intrínseco amor, que guia-me por entre a escuridão da distância até teu vivido peito.
Quieto, já não consigo ficar. Vontade, tenho de descortinar teus sonhos e trazê-los para nossa realidade. Quero revirar-te inteira, conhecer a sede abstrata de teu manto pulsante. Quero ser aquele capaz de levá-la até a intima dimensão, deixando-a sentir a imensidão do céu, onde a estrela maior é você. Em ti, passo na tua vivência, contemplo sua estrangeira cidade. Sozinho, apenas com o instinto de alguém que sabe amar. Sozinho, mas sempre junto de você.
Disponho-me à compreender-te quando até mesmo teu travesseiro tende a trair-te em juizo imperfeito. Meus imperatívos sentimentos, dou-te em mão única. À tí, compartilho os meus melhores anos com tua vida impressa na minha, amando-te na felicidade e na indiferença, na prosperidade e na opacidade, até que a eternidade consiga nos separar.
"Não posso, aqui, cansar-me e esperar"
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Coração vadio
O garoto eternamente atormentado;
Por trás do ódio, jaz;
Um desejo homicida por amor;
Como eles podem dilacerar em meus olhos;
E continuar sem acreditar em mim?;
Como podem ouvir-me, incredulamente, ditar as santas palavras;
E continuar sem acreditar em mim?;
E se eles não acreditam em mim agora;
Eles acreditarão algum dia?
E se eles não acreditam em mim agora;
Eles me esconderão no porão do amor algum dia?;
O garoto eternamente atormentado;
Por trás do ódio, jaz;
Um desejo inescrupuloso de roubar amor;
Como eles podem ver o horizonte rasgar em nossos olhos;
E continuar sem acreditar em nós?;
Parados, com os pulsos fraturados;
Ainda renego o doce invalidado;
E se tu não brincares sobre os choros celibatários agora;
Eu, em ti, acreditarei algum dia?
E quando quiseres, sob o coração vadio, perecer;
Como começarás?;
Por onde tu andarás?;
Quem, ainda, tu precisas desmerecer?;
Por trás do ódio, jaz;
Um desejo homicida por amor;
Como eles podem dilacerar em meus olhos;
E continuar sem acreditar em mim?;
Como podem ouvir-me, incredulamente, ditar as santas palavras;
E continuar sem acreditar em mim?;
E se eles não acreditam em mim agora;
Eles acreditarão algum dia?
E se eles não acreditam em mim agora;
Eles me esconderão no porão do amor algum dia?;
O garoto eternamente atormentado;
Por trás do ódio, jaz;
Um desejo inescrupuloso de roubar amor;
Como eles podem ver o horizonte rasgar em nossos olhos;
E continuar sem acreditar em nós?;
Parados, com os pulsos fraturados;
Ainda renego o doce invalidado;
E se tu não brincares sobre os choros celibatários agora;
Eu, em ti, acreditarei algum dia?
E quando quiseres, sob o coração vadio, perecer;
Como começarás?;
Por onde tu andarás?;
Quem, ainda, tu precisas desmerecer?;
"Vívido e no seu auge, você vai me deixar para trás..."
Assinar:
Postagens (Atom)