segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Amantes apaixonados, corações separados! - Parte III

         Aquelas palavras ecoaram em meu ouvido, elas foram empurradas goela abaixo com uma grande dose de dor. Caminhando calmamente, aproveitando os últimos minutos de glória, chegamos à porta. Ela foi sacando algo da bolseta de couro que carregava, uma corrente foi tomando forma. Abrindo minha mão e simetricamente, foi despejando aquele medalhão, disse:
       - Lembre-se de mim através disso. Isso nos ligará pelo infinito mar da distância. Jamais esquecerei estes teus lábios. - Disse, ela, trêmula, segurando minha mão.
- Voltarei a sentir as batidas do teu coração? - Disse, eu.
- Apenas o destino nos responderá. - Disse, ela, arrancando as últimas esperanças.
      Nossos lábios se uniram outra vez, aquele era o beijo do adeus. Simbolizei minha tristeza com um abraço forte e apertado, afagando sua cabeça entre meu peito. Minhas lágrimas falavam pelo meu coração partido. Aquele raio o partiu ao meio. Já afastados, entre o rugido do motor a diesel, eu a assisto ir embora. Eu poderia tera alcançado, mas algo fincou meus pés naquele chão gélido.
         A roda gigante da consolação deveria continuar a girar, mas eu não havia dado fichas a ninguém. Foi uma troca desleal, só recebi seu nome, eu dei meu coração. Até hoje, guardo o medalhão prateado daquela moça. Um simples toque naquele cordão, leva-me ao completo êxtase, sentindo seu calor queimando meu corpo, assim, volto ao ponto de partida. Só o destino dirá... se ganhei ou não.

"Não aguentava mais esperar, você voltar..."

domingo, 15 de janeiro de 2012

Amantes apaixonados, corações separados! - Parte II

         Meu olhar de frustração era nítido até que o silêncio do recinto foi quebrado com algumas baladas antigas, despertando, assim, alguns casais. Achei conveniente abrir-me naquele momento.
         - Digo-lhe com toda franqueza, nunca vi mulher tão formosa como vossa pessoa. Peço-lhe desculpas pela língua frouxa, é que não sou graduado a lidar com damas. - Desabafei.
           Seu rosto de pele alva deu lugar ao vermelho, dei de cara com seu sorriso. Passei a sentir que nem tudo havia sido perdido, havia apenas a vergonha atravessada em nosso desejo. Neste momento, soltei meus demônios e sob efeito do alcool, tomei a coragem como amiga e chamei-a para ser meu par. Feliz, fiquei ao saber ela concordara.
          - Tu não queres saber quem sou? - Disse, eu, curioso.
          - Não, Tu és o meu estranho perfeito. Que tal mantermos assim? - Disse, sorrindo. 
          - Grande "pé-de-valsa", tu és! - Exclamei. 
          - Não sei apenas compassar os pés, posso ser sua guia no jogo do desejo. - Disse, ela, com um sorriso sem nenhum juizo.
          Não pude aguentar, aproveitei aquela deixa e decidi beijá-la. Fui tocando aqueles lábios macios com tanta intensidade, não conseguia me conter. Impressionado, fiquei quando senti o calor da sua boca tomando conta do meu ser, correspondendo-me. Derretia-me feito açucar, não estava apaixonado, mas confesso, já tinha dúvidas sobre minhas intenções. Um misto de desejo, paixão, curiosidade e tesão tomaram conta de mim por completo. Encontrava-me em transe. Continuavamos com aqueles movimentos frenéticos com tamanha intimidade, levando-me a crer que nos conheciamos há bastante tempo. 
          Interrompemos aquela loucura, já sem fôlego e olhando para o relógio, aquele sorriso deu lugar à um rosto triste.
          - Tenho que me despedir. Com este beijo, meu coração apela para ficar. Mas tenha certeza, essa noite foi a melhor que meus olhos puderam testemunhar. - Dizia triste e decidida.
Querem saber o que acontecerá com estes dois? Amanhã, estará a III e última parte desta grande história. Encontro vocês aqui.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Amantes apaixonados, corações separados! - Parte I

         Após um fatídico dia, lembro-me indo a um bar de neon azul, calçada vagabunda, paredes manchadas. Em meio a um mar de conversas com um cardume de palavras exdrúxulas mergulhados, estava eu, sentei-me, recluso. Estava a tomar um whisky tão velho que nem a idade de meus grisalhos cabelos se atreveriam a competir. Não minto, tenho um olhar não muito simpático, minha lingua não é sociavel, até meu suor é frio como uma gota de orvalho.
         Já estava desiludido com aquela noite, mas algo me fez despertar. Entrando porta a dentro, surge uma mulher, com cabelos cor de fogo, vestido branco e longo, olhos tranparentes na cor do céu, boca vermelha e pequena. Sucinto, eu, estou em falar, tal beleza não existia nesta freguesia. Todos logo pararam de conversar, aqueles abutres logo fitaram os olhos naquela linda moça, encurralaram-na como caça.
         Em cada passo que dava, meu corpo entrava em colapso, descompassando-me. O mais intrigante foi seu repouso justamente ao meu lado. Ela decide tomar um tônico e eu, nervoso, com pernas paralizadas, decido arriscar em meio aquele silêncio angustiante.
         - Qual seu nome? - Pergunto como uma criança balbuciando as primeiras palavras.
         - Laila. - Disse-me levando um leve sorriso ao rosto.
           Não consegua entender como tal mulher poderia estar em um boteco como aquele. Acendi um cigarro, decidi oferecê-lo. Com um doce olhar, balançou o indicador negativando meu gesto de bondade. Deveria, eu, saber que ela não se rebaixaria às cinzas daquele rolo de nicotina. Envergonhado, rapidamente apaguei aquela bituca. Batendo na porta da redenção, pergunto o que aquela moça estaria fazendo, sozinha, naquele baixo lugar.  Com quatro palavras, ela respondeu:
           - Dias difíceis, meu caro. - Me disse com certo pesar.
Curiosos para saber o que acontece? Amanhã estará a Parte II disponivel aqui, neste mesmo blog, neste mesmo horário.

O filho pródigo

Caros leitores, perdoem este pobre mortal por tamanha displicência com este blog. Tive que organizar alguns problemas e por falta de tempo, não pude publicar mais nada, mas a partir de hoje, voltarei com força total!

RUMO À LUCIDEZ AMOROSA!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Não me deixe sair...

         Será este um novo ponto final neste caminho formado por nossas falácias? Se existe, realmente, este sentimento dentro do nosso coração, fazendo-o bater tão forte que estremeçe até nossa alma, ficaremos, juntos, e lutaremos até vencermos a batalha, se assim quiseres. Minha pequena alma não suporta grandes abalos, meu grande corpo já não suporta fraquejar.
          Lembro todos os grandes motivos que me fizerem chegar a tua estrada, dando-me forças para continuar a caminhar até este ponto. Temeroso, ainda escuto tua voz ao ecoar nas muralhas deste músculo pulsante, mas, a torrente das lágrimas, já sinto, de seus olhos, cair.
         Vejo minha pele tocada pelo teu ser sendo dilacerada, atrozmente. Minha dor já se foi, só o que me resta é o vazio dos teus beijos, do teu toque, do teu riso, do teu corpo, do teu ser.

"Vivo dos respiros que deixas aqui, que consumo enquanto você não está."

           

sábado, 24 de dezembro de 2011

Então é natal...

         Grandes viajantes deste mundo, obrigado pelo apoio, pelas visitas e comentários. Estou aqui, hoje, para agradecê-los e desejar-lhes um ótimo natal. Este é o tempo para grande reflexões, retirar nosso extrato sobre o ano e planejar o próximo sem maiores erros. Só lhes digo uma coisa, apenas se arrependam daquilo que não foi feito, tudo é válido para nosso aprendizado. Perder alguém importante, a separação de amigos, beijos e confidências trocadas, tudo isso não deve ser deixado ao vento.
         Perdoem quem deve ser perdoado, redima-se à quem, um dia, você virou as costas, você deixou para trás. Não esqueçam de ser humanos, não esqueçam do amor lançado à nós há 2000 anos atrás. Independente de religião, devemos seguir nossos valores morais e assim, aprimorar nossa interação junto a outras pessoas.

Desejo-lhes, como todo coração, um feliz natal a todos estes leitores assiduos.